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Gestão do Risco e Seguro na Agricultura
Gestão do Risco e Seguro na Agricultura: agricultura brasileira passa por uma conjuntura excepcional, as perspectivas são melhores ainda e os obstáculos e fragilidades a serem vencidos...
 
Atenção na hora de contratar um seguro
Atenção na hora de contratar um seguro: Conhecer os fatores que formam os preços pode ajudar a escolher a melhor opção em cada caso.  

O engenheiro Cezar Prudente Rodrigues gastou 60% menos neste ano com o seguro de seu Corsa 1.0: de R$ 1,5 mil para R$ 900.

Fazer um seguro de bens materiais, como carro e residência, ou de vida, não é tarefa fácil. Muito menos barata. Uma série de fatores influencia o valor do bem segurado ou o prêmio (valor a ser pago) e é bem difícil programar os gastos da família com isso. Apesar de vários desses fatores serem incontroláveis, como intempéries da natureza, os especialistas alertam que prestar atenção a alguns itens na hora de contratar o seguro pode significar pagar um preço menor.

Diferenças de gestão entre as companhias, questões macroeconômicas, índices de sinistros regionais e características do usuário influenciam os seguros de veículos e residências. Já no caso dos de vida, o peso está concentrado no perfil do cliente: idade, condições físicas, cotidiano, trabalho, entre outros fatores. É importante comparar sempre e procurar o melhor custo-benefício, já que fugir de alguns seguros, como o de automóvel, é quase impossível para quem mora em grandes cidades.

Nesse caso, o cliente pode pagar caro se tiver um veículo visado pelos ladrões e dependendo dos membros de sua família. De maneira geral, quem tem familiares com menos de 20 anos em casa terá o prêmio mais alto. Alguns bairros de São Paulo, como Moema, e locais próximos a universidades também encarecem o valor a ser pago. Em contrapartida, vacinas e itens antifurto ajudam a diminuir o prêmio.

Riscos

Um outro fator a ser observado é o índice de sinistros. Os últimos dados disponíveis da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de 2006, indicam que 237 carros são roubados todos os dias na capital. Embora o número seja elevado, ficou no mesmo patamar de anos anteriores. Isso pesa a favor do segurado, que tem, na regra geral de mercado, estabilidade nos preços.

Mas só isso não significa que seu seguro ficará mais barato. Entram também no cálculo itens como aumento das chuvas e, conseqüentemente, de alagamentos, idade média da frota circulante, eventuais reajustes de ganhos de mecânicos ou outros prestadores de serviços e até o custo do aço.

"Quando sobe o preço do aço, o valor de cada sinistro de batida também aumenta para a companhia. O princípio do seguro é o mutualismo, isto é, todos pagam prêmios para resolver o problema de alguns", afirma o diretor executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Neival Rodrigues de Freitas.

Banco de dados

"Diariamente alimentamos nosso sistema com informações que recebemos de várias fontes, como Secretaria de Segurança e meteorologistas. Para cada automóvel e segurado, o cálculo é diferente", diz o vice-presidente executivo da Porto Seguro, Fábio Luchetti.


Azar de alguns, com prêmios mais altos, sorte de outros, que vêem o valor baixar, às vezes sem nem saber o motivo. É o caso do engenheiro de computação Cezar Prudente Rodrigues, que gastou 60% menos neste ano em comparação a 2007 no seguro de seu automóvel. No ano passado, quando comprou o Corsa 1.0 1998, pagou R$ 1,5 mil ao Banco do Brasil. Desta vez, na hora de renovar o seguro, gastou apenas R$ 900 com a Azul Seguros. "Confesso que não comparei todos os itens das apólices. O que me interessava saber é se teria guincho 24 horas e de quanto seria o valor em caso de acidentes e morte", diz.
O fato é que, além da possível queda nos sinistros do modelo do veículo, entram no cálculo do prêmio os custos e a massa de segurados de cada companhia. "Com mais clientes em áreas de maior risco, por exemplo, o valor de todos os prêmios sobe. É o mutualismo", destaca Freitas, da Fenseg.

Mas, independentemente desses fatores, desde janeiro os seguros ganharam um novo peso no preço: a elevação de 0,38% no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o valor líquido. "Muitos consumidores não perceberam o aumento, porque a maioria paga o seguro mensalmente (o que dilui o valor) e porque o reajuste foi compensado pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Mas ele existiu", diz a diretora da Vida Seguradora, Elizabeth Bartolo

Fonte: Diário do Comércio - São Paulo - SP